Tontura, vertigem e labirintite: causas e como tratar
Sentir tontura ou desequilíbrio é uma das sensações mais incapacitantes que existem. Muitas pessoas chamam qualquer tipo de tontura de "labirintite", mas esse é um termo popular usado de forma incorreta. Na verdade, a Labirintite (inflamação do labirinto) é muito rara.
O labirinto é a estrutura que fica dentro do nosso ouvido interno e é o nosso "centro do equilíbrio". Quando ele ou as vias que o conectam ao cérebro sofrem uma alteração, surgem os sintomas de tontura. O otorrinolaringologista é o especialista responsável por investigar e tratar a grande maioria desses distúrbios.
Identificando os sintomas: tontura ou vertigem?
Para o médico, é muito importante saber como é a sua tontura. Elas se dividem em dois grupos principais:
- Vertigem (a "tontura rotatória")
- é a sensação de que você ou o ambiente estão girando, como se estivesse em um carrossel.
- muitas vezes é súbita, intensa e pode vir acompanhada de náuseas, vômitos e suor frio.
- é o sintoma clássico da VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna), a famosa "doença dos cristais soltos" do labirinto.
- Desequilíbrio ou "tontura não-rotatória"
- é a sensação de "cabeça leve", instabilidade ao andar, "cabeça oca" ou sensação de quase-desmaio.
- pode ser um sintoma de problemas metabólicos (como hipoglicemia), ansiedade, alterações na pressão ou problemas cervicais.
Causas e diagnóstico: de onde vem a tontura?
A "labirintite" (termo genérico para labirintopatias) não é uma doença única, mas um sintoma de várias condições diferentes. O trabalho da Dra. Ludmila é ser uma "detetive" para encontrar a causa real.
- VPPB (cristais soltos): é a causa mais comum de vertigem. Pequenos cristais de cálcio se soltam dentro do labirinto e "confundem" os sensores de movimento.
- Doença de Menière: causa crises de vertigem intensa acompanhadas de zumbido, sensação de ouvido tapado e perda auditiva.
- Neurite vestibular: uma inflamação do nervo do equilíbrio, geralmente causada por um vírus. Causa uma crise de vertigem muito forte que pode durar dias.
- Causas metabólicas: alterações no açúcar do sangue (diabetes, hipoglicemia) ou hormônios da tireoide.
- Causas centrais: ansiedade, enxaqueca (Enxaqueca Vestibular) ou, mais raramente, problemas neurológicos.
O diagnóstico é feito através da história clínica detalhada (saber como é a crise) e de exames no consultório para avaliar os reflexos dos olhos e do labirinto.
Opções de tratamento: tem cura?
Sim, a grande maioria dos distúrbios do labirinto tem tratamento e controle eficaz. O tratamento depende totalmente da causa:
- Manobras de reposicionamento (para VPPB): se a causa for "cristais soltos", o tratamento é feito no próprio consultório. A Dra. Ludmila realiza uma sequência de movimentos específicos com a cabeça do paciente (Manobra de Epley) que reposiciona os cristais. Muitos pacientes sentem melhora já após a manobra.
- Medicamentos: são usados principalmente para controlar as crises agudas (para parar o enjoo e a vertigem).
- Reabilitação vestibular: uma espécie de "fisioterapia" para o labirinto. São exercícios específicos que ajudam o cérebro a se re-acostumar e compensar o desequilíbrio.
- Mudanças no estilo de vida: controlar a dieta (reduzir cafeína, açúcar e sal), melhorar o sono e gerenciar o estresse são fundamentais para o tratamento de longo prazo.
Orientações e prevenção
Não tente "se acostumar" a viver com tontura. Ela é um sinal de que algo está errado e afeta sua segurança (risco de quedas) e sua independência.
- Durante uma crise: deite-se em um local seguro, escuro e silencioso. Evite movimentos bruscos com a cabeça e mantenha os olhos fixos em um ponto.
- Evite a automedicação: remédios para "labirintite" (como os que contêm Dimenidrinato) usados sem diagnóstico podem aliviar a crise, mas "sedam" o labirinto e atrapalham a recuperação natural do cérebro.
- Procure a causa: a tontura é um sintoma. O foco da Dra. Ludmila será descobrir por que seu labirinto está apitando, e não apenas silenciar o alarme.
Conteúdo educativo. Não substitui a consulta médica nem estabelece diagnóstico ou tratamento. Procure um especialista para avaliar o seu caso.
