Cirurgia de amígdalas (amigdalectomia)
A Amigdalectomia (ou Tonsilectomia) é o procedimento cirúrgico para a remoção das amígdalas (também chamadas de tonsilas palatinas). Estas são as duas massas de tecido linfoide localizadas no fundo da garganta, uma de cada lado, e que fazem parte do sistema imunológico.
Em algumas pessoas, no entanto, as amígdalas deixam de ser uma defesa e passam a ser a causa de problemas, seja por infecções de repetição ou por terem um tamanho que obstrui fisicamente a via respiratória. A cirurgia remove essa fonte de infecção ou de obstrução.
Indicações: quando a cirurgia é recomendada?
A decisão de remover as amígdalas é tomada pela Dra. Ludmila após uma avaliação criteriosa, quando o tratamento clínico não é mais eficaz ou quando o tamanho delas causa problemas mecânicos. As indicações variam entre crianças e adultos.
Indicações comuns em crianças:
- Ronco e apneia do sono: esta é a principal indicação hoje. Amígdalas muito grandes (hipertróficas) são a maior causa de obstrução respiratória durante o sono em crianças.
- Amigdalites de repetição: múltiplos episódios (ex: 5-7 em um ano) de infecção bacteriana, com febre e necessidade de antibióticos, que causam faltas escolares e prejudicam a qualidade de vida.
Indicações comuns em adultos:
- Amigdalite crônica ou de repetição: quadros persistentes de dor de garganta, mau hálito e desconforto que não respondem bem a antibióticos.
- Cáseos (tonsilólitos): formação de "massinhas" brancas ou amareladas de cheiro forte que se acumulam nas cavidades das amígdalas.
- Apneia do sono no adulto: embora menos comum que em crianças, amígdalas grandes podem ser um fator contribuinte para a apneia em adultos.
- Suspeita de tumor: em casos de assimetria (uma amígdala muito maior que a outra) ou lesões suspeitas.
Sobre o procedimento
Este é um dos procedimentos mais tradicionais e seguros da otorrinolaringologia, realizado na Santa Casa ou no Hospital Dr. Rubens Luiz Costa, em Pirassununga.
- Anestesia: a cirurgia é sempre feita sob anestesia geral. O paciente dorme durante todo o procedimento, não sente dor e tem sua respiração monitorada.
- Como é feita: a remoção é realizada totalmente por dentro da boca, sem necessidade de cortes externos no rosto ou pescoço.
- Duração: o procedimento em si é rápido, durando em média de 30 a 60 minutos.
- Alta hospitalar: na maioria dos casos, o paciente (criança ou adulto) recebe alta no mesmo dia, após algumas horas de recuperação da anestesia, ou na manhã seguinte.
Orientações pré-operatórias (preparo para a cirurgia)
O preparo é focado na segurança do paciente e da anestesia. As orientações exatas serão fornecidas pela Dra. Ludmila, mas geralmente incluem:
- Jejum: jejum absoluto (sólidos e líquidos) por 8 horas antes da cirurgia.
- Exames: realização de exames de sangue (especialmente coagulação) e avaliação de risco cirúrgico (eletrocardiograma, etc.).
- Medicações: informar todos os remédios de uso contínuo. Medicamentos que afetam a coagulação (AAS, anti-inflamatórios, anticoagulantes) devem ser suspensos dias antes.
Orientações pós-operatórias (a recuperação em casa)
A recuperação da amigdalectomia exige disciplina, principalmente na alimentação. É esperado sentir dor de garganta (semelhante a uma forte amigdalite), que pode irradiar para os ouvidos.
- Dor: a dor é mais intensa em adultos do que em crianças. Serão prescritos analgésicos potentes para serem tomados nos horários corretos, garantindo que o paciente consiga se hidratar e comer.
- Alimentação (regra de ouro): a dieta nos primeiros 7-10 dias deve ser líquida e pastosa, fria ou gelada.
- O que comer: sorvete, açaí, iogurte, vitaminas, gelatinas, sopas e purês (frios ou mornos).
- O que evitar: alimentos quentes (aumentam o risco de sangramento), ácidos, apimentados e "rascantes" (pão, torrada, pipoca) que podem machucar a área operada.
- Repouso: repouso relativo em casa por 10 a 14 dias. Evitar esforço físico, carregar peso ou se expor ao sol.
- Risco de sangramento: é a principal complicação. Ocorre em um pequeno percentual de casos e é mais comum entre o 5º e o 10º dia (quando a "casquinha" de cicatrização cai). Qualquer sangramento vivo deve ser comunicado à médica imediatamente.
Conteúdo educativo. Não substitui a consulta médica nem estabelece diagnóstico ou tratamento. Procure um especialista para avaliar o seu caso.
